18 de novembro de 2010

Se eu fosse...



Para a reunião do dia 06 estava prevista a realização de uma reflexão sobre o amor ao próximo e amor próprio.
Foram distribuídas frases pelos membros do grupo, e estes fizeram a sua leitura pela ordem correcta:

"Porque fomos criados para o amor, em cada um de nós há um enorme desejo de ser amado. E mesmo que não o expressemos por palavras, todas as nossas atitudes e pensamentos parecem querer dizer: “ama-me”. Ama-me tal como Deus me fez, e não como desejarias que eu fosse. Ama-me, mesmo que vejas em mim todos esses defeitos que eu não consigo ver. Ama-me, porque por ser diferente, necessito de mais carinho!"

No entanto, e após discussão, descobrimos que houve uma frase que tocou de forma especial o grupo por se assemelhar em muito à realidade de alguns jovens, pelo que decidimos por bem aprofundá-la. A frase foi a seguinte: "Ama-me tal como Deus me fez, e não como desejarias que eu fosse".
Descobrimos através desta simples frase que alguns jovens não desejavam ser a pessoa que são... Não se identificam com o seu "eu", ou chegam mesmo a não gostar da pessoa que são. Não apenas a nível de atitudes menos boas que por vezes possam cometer, mas principalmente pelas suas próprias características naturais, sendo elas físicas ou psicológicas. Ou porque não gostam do seu aspecto físico, ou porque acham os outros mais "fixes", simpáticos, inteligentes, talentosos, etc. Em resumo, a baixa auto-estima não deixa muitas vezes os jovens terem noção da excelente pessoa que são, pois pensam sempre que os outros são melhores, e acabam por não se auto-valorizarem. 
O "outro" é importante sim, mas temos que saber também olhar para o nosso "eu". Jesus disse: "amai-vos uns aos outros como eu vos amei, e ao próximo como a VÓS MESMOS". É necessário, portanto, ter amor próprio, para poder depois manifestar o amor de Deus aos outros. E foi isso que tentámos salientar, por meio de um jogo de casting e auto-apresentação.
É necessário abrir os olhos, e desta vez não para os outros mas sim para nós próprios e para a perfeição que Deus criou em nós. Porque Ele criou-nos à Sua maneira, segundo a Sua vontade... Um tema, sem dúvida, a abordar numa próxima reunião.

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